Laboratório de Psicopatologia Fundamental

São Paulo, 21 de agosto de 2017

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Revista Latinoamericana de Psicopatologia Fundamental, Volume 19, Número 2, Junho de 2016

 

 

COMEÇO


 

SUMÁRIO


 

EDITORIAL

 

Rankings e outras medidas
Manoel Tosta Berlinck
 
A Revista Latinoamericana de Psicopatologia Fundamental (RLPF) consta das listas fornecidas pelo Scientific Journal Ranking (SJR), um serviço do Scimago Institutions Rankings (SCImago). Esse portal utiliza informações da base de dados Scopus (www.scopus.com) para construir suas escalas. Classificada como periódico de Psicologia Clínica, a RLPF ocupa, em 2015, a 169º posição numa lista mundial de 247 revistas. Em 2012, ela ocupava o 194º. Segundo o SJR, a América Latina possui 8 revistas de Psicologia Clínica e a RLPF ocupa o 2º lugar. Ela possui, ainda em 2015, um índice de impacto de 0,21.
 
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CONFERÊNCIA
 
 
Habitar, construir, existir: algunas consideraciones sobre el cuerpo en las psicosis
Sonia Leite
 
Desde Freud, Lacan y de un importante texto de Heidegger, que se ocupa del tema del habitar, se destaca la cuestión de la inscripción del cuerpo — la primera morada — desde el encuentro con el Otro. La ausencia del significante de la falta impide el psicótico de, en ciertas situaciones, apropiarse del sentido desencadenando la psicosis. La invención del cuerpo propio es una vía de rescate de la ruptura de la realidad y de la stabilización en las psicosis.
 
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ARTIGOS

Os pais da psicanálise com crianças
Adela Stoppel de Gueller
 
Durante meio século, a história da psicanálise com crianças guiou-se pelas linhas mestras estabelecidas no Colóquio sobre análise infantil, que em 1927 entronou Melanie Klein e Anna Freud como suas genuínas mães. Um dos efeitos que se produziram foi a psicanálise com crianças se haver consagrado como um campo de mulheres. Contudo, anteriores a essas mulheres, estão os que podemos considerar os pais da psicanálise com crianças — mas que não foram reconhecidos como tais. Entre eles, Karl Abraham, Carl Jung e Max Graf. O que se esconde nesse apagamento? Que efeitos isso teve na prática psicanalítica com crianças? O artigo levanta a hipótese de que a fantasia do pai sedutor dissuadiu os homens de se aventurarem nesse campo.
 
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Sobre a melancolização do exílio
Alexei Conte Indursky e Luiz Eduardo Prado de Oliveira
 
O presente artigo almeja oferecer algumas contribuições para a clínica psicanalítica do exílio junto a refugiados inseridos num contexto de reassentamento. Busca-se explorar, através de vinhetas de um caso clínico, operadores metapsicológicos que nos permitam melhor compreender as dinâmicas inconscientes presentes no processo de elaboração das violências do refúgio, sobretudo aquelas encontradas no processo de melancolização da experiência do exílio.
 
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Núcleo de Educação Terapêutica: um espaço de invenção na clínica com crianças psicóticas
Ana Beatriz Coutinho Lerner, Paula Fontana Fonseca, Guilherme Oliveira e Julia Cizik Franco
 
Este artigo tem o objetivo de transmitir a experiência de implementação do Núcleo de Educação Terapêutica no Instituto de Psicologia da USP. A constituição do NET inspira-se no desenvolvimento de um campo teórico-clínico denominado Educação Terapêutica que aproxima Psicanálise e Educação e enseja um conjunto de práticas de tratamento do autismo e da psicose infantil. Apresentaremos os fundamentos teórico-clínicos que sustentam essa prática e analisaremos, à luz de um caso clínico, os efeitos de mudança de posição subjetiva e reordenamento do gozo como frutos do ato analítico no tratamento de uma criança psicótica.
 
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Dar a mão: para além do gesto
Eliane Michelini Marraccini
 
Este trabalho baseia-se no atendimento psicanalítico de um paciente pelo breve período de três meses. Como emergiram instigantes questões ao longo do atendimento, mas em especial após o trágico desfecho, neste artigo é apresentado um esboço compreensivo e metapsicológico acerca de importantes e cruciais questões do desenvolvimento primitivo. As articulações teórico-clínicas constituem construtos e hipóteses a partir de uma relação analítica limitada no tempo, porém inspiradora de muitas reflexões e elaborações por parte do psicanalista.
 
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Suicídio e melancolia: seguindo as trilhas das primeiras elaborações psicanalíticas
Elisa de Santa Cecília Massa e Cassandra Pereira França
 
Este artigo apresenta as primeiras elaborações psicanalíticas acerca do tema do suicídio, primordialmente a partir dos relatos das reuniões das quartas-feiras da Sociedade Psicanalítica de Viena. Tal discussão estabelece um ponto central para a compreensão do tema do autoextermínio: sua intrínseca relação com as relações objetais e com a sexualidade inconsciente. Constata-se que há, ainda, um impasse em relação a estas elaborações, que podemos, a posteriori, atribuir à ausência de elaborações que só se construiriam mais tarde na teoria psicanalítica, a partir do advento da pulsão de morte.
 
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CLÁSSICOS DA PSICOPATOLOGIA

 
ARTIGO

 
Introdução ao pensamento de Gustav Störring
German E. Berrios
 
Gustav Störring permanece sendo uma figura negligenciada apesar de sua contribuição aos campos da psiquiatria, filosofia e psicologia, nos quais realizou um trabalho pioneiro, particularmente na maneira como essas disciplinas se intercruzaram. Transpondo a segunda metade do século XIX e a primeira do século XX, Störring não apenas testemunhou mudanças no modo como a psicopatologia foi concebida, mas contribuiu ativamente para tal processo.
 
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ENSAIO
 
Palestras sobre a psicopatologia e a sua importância para a psicologia normal
Gustav Störring
 
Levando em consideração que essa palestra trata da importância da psicopatologia para a psicologia normal, seria útil definir, em primeiro lugar, o que entendo por psicologia, em seguida explicar o que se entende por psicopatologia e depois caracterizar, de maneira geral, a importância da psicopatologia para a psicologia.
 
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OBSERVANDO A PSIQUIATRIA

 
ARTIGO
 
O exame de Verificação de Cessação de Periculosidade: a importância da avaliação ampliada em um caso com conclusão contrária ao parecer da equipe assistente
Gustavo Carvalho de Oliveira, Kátia Mecler, Miguel Chalub e Alexandre Martins Valença
 
Trata-se de uma discussão a respeito de um caso em que um indivíduo sob medida de segurança, devido a tentativa de homicídio, foi submetido à avaliação de sua periculosidade por peritos psiquiatras. A conclusão foi de que sua periculosidade não havia cessado, divergindo da opinião de sua equipe assistente. Foram identificados relevantes fatores que implicam um maior risco de violência e reincidência criminal, demonstrados no laudo. O resultado mostra que uma avaliação criteriosa e independente é fundamental para a elaboração de um bom laudo psiquiátrico.
 
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RESENHAS BIBLIOGRÁFICAS

 
A fantasia e sua travessia
Alessandro Melo Bacchini
 
No segundo volume dos Fundamentos da psicanálise de Freud a Lacan, Coutinho Jorge aborda a fantasia — definida em articulação à pulsão e ao inconsciente — de forma a situar o segmento da obra de Freud então intitulado “ciclo da fantasia”, em que se verifica grande produtividade, reorganização e ressignificação de conceitos fundamentais. Com essa via de análise, tem-se a elevação da fantasia ao estatuto de um conceito, por seu caráter fundador e mediador do encontro do sujeito com o real.
 
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Além dos cuidados básicos
Daniel Assunção Alencar
 
Não parece à toa que o termo “travessia”, presente no título do livro Travessias do tempo: acompanhamento terapêutico e envelhecimento, também seja usado para designar o processo de uma análise. É conhecida a expressão “travessia do fantasma”. Essa primeira intuição mais geral sobre o livro, me foi despertada pela leitura do seguinte trecho, à página 116: “dei-me conta de que seria convidada a ajudar meus pacientes a fazerem suas malas e se prepararem para a morte”. O alcance dessa forte constatação me pareceu muito maior do que uma primeira leitura poderia levar a crer, e sua relação com a travessia de uma análise — ou ainda, com a clínica, no seu sentido mais amplo —, se apresentou como algo ao mesmo tempo evidente e obscuro.
 
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INSTRUÇÕES AOS AUTORES